quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
sábado, 25 de janeiro de 2014
Aos olhos dos outros,
As provações
Não raro,
momentos de angústia,
e medos infantis...
E não são reconhecidos pelo MEC
É pura sede de viver
Ou me reconhecer
meu caminho mais parece uma simples aventura
Não é, exatamente, aventura que procuro
Elas são apenas degraus,
inevitáveis,
que preciso tocar com meus pés,
para subir ao céu...
O meu céu
A escola da vida,
profundamente sentida,
é que é, por si só,
aventurosa
Não procuro diversões,
gratuitamente,
como pode parecer,
aos olhos dos outros
Estou, apenas, procurando a mim mesmo
É que nessa escola,
são bem mais divertidas,
a hora do recreio...
E isso pode confundir
E nem tudo é diversão,
como pode parecer,
aos olhos dos outros
Existem as provas,
como todas as escolas...
As provações
Não raro,
momentos de angústia,
e medos infantis...
Mas não é preciso provar nada para ninguém,
diretores e professores,
nem para qualquer outra pessoa,
nem para qualquer outra pessoa,
a não ser,
para si mesmo
Não existem séries, períodos, semestres...
E nenhum professor te esperará dentro da sala de aula,
com hora marcada
É tato, instinto, intuição...
Não existem cronogramas
Os professores,
espalhados por aí,
não esperam ninguém
Apenas são
E não são reconhecidos pelo MEC
E para quem espera diplomas,
lamento,
lamento,
mas morrerá esperando...
.
.
.
.
Toda e qualquer aventura,
tudo que eu faço,
é só mais um passo,
é o que eu tenho que passar,
para voar,
para dentro de mim mesmo
Não é turismo,
como pode parecer,
aos olhos dos outros
É pura sede de viver
É pura sede de ir lá no fundo...
E me conhecer...
E me conhecer...
Ou me reconhecer
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
A viagem continua...
Rio de Janeiro
São Paulo
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
10.12.13 - Clarice faria 93 anos
"Mas como adulto terei a coragem
infantil de me perder?"
"Eu já havia conhecido anteriormente o sentimento de lugar. Quando era criança, inesperadamente tinha a consciência de estar deitada numa cama que se achava na cidade que se achava na Terra que se achava no Mundo. Assim como em criança, tive então a noção precisa de que estava inteiramente sozinha numa casa, e que a casa era alta e solta no ar, e que esta casa tinha barata invisíveis."
"A primeira ligação já se tinha involuntariamente partido, e eu me despregava da lei, mesmo intuindo que iria entrar no inferno da matéria viva - que espécie de inferno me aguardava? mas eu tinha que ir. Eu tinha que cair na danação de minha alma, a curiosidade me consumia."
"[...] Se eu gritasse ninguém poderia fazer mais nada por mim; enquanto, se eu nunca revelar a minha carência, ninguém se assustará comigo e me ajudarão sem saber; mas só enquanto eu não assustar ninguém por ter saído dos regulamentos. Mas se souberem, assustam-se, nós que guardamos o grito em segredo inviolável. Se eu der o grito de alarme de estar viva, em mudez e dureza me arrastarão pois arrastam os que saem para fora do mundo possível, o ser excepcional é arrastado, o ser gritante."
Do livro "A Paixão Segundo G.H"...
"Eu já havia conhecido anteriormente o sentimento de lugar. Quando era criança, inesperadamente tinha a consciência de estar deitada numa cama que se achava na cidade que se achava na Terra que se achava no Mundo. Assim como em criança, tive então a noção precisa de que estava inteiramente sozinha numa casa, e que a casa era alta e solta no ar, e que esta casa tinha barata invisíveis."
"A primeira ligação já se tinha involuntariamente partido, e eu me despregava da lei, mesmo intuindo que iria entrar no inferno da matéria viva - que espécie de inferno me aguardava? mas eu tinha que ir. Eu tinha que cair na danação de minha alma, a curiosidade me consumia."
"[...] Se eu gritasse ninguém poderia fazer mais nada por mim; enquanto, se eu nunca revelar a minha carência, ninguém se assustará comigo e me ajudarão sem saber; mas só enquanto eu não assustar ninguém por ter saído dos regulamentos. Mas se souberem, assustam-se, nós que guardamos o grito em segredo inviolável. Se eu der o grito de alarme de estar viva, em mudez e dureza me arrastarão pois arrastam os que saem para fora do mundo possível, o ser excepcional é arrastado, o ser gritante."
Do livro "A Paixão Segundo G.H"...
Linda demais!!
Fotos (com exceção da primeira): Cecília Garcia
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
"Renda-se
como eu me rendi
Mergulhe no que você não conhece,
como eu mergulhei
Não se preocupe em entender...
Viver ultrapassa qualquer entendimento"
Mergulhe no que você não conhece,
como eu mergulhei
Não se preocupe em entender...
Viver ultrapassa qualquer entendimento"
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
A viagem continua...
Em Joinville - SC:
http://wp.clicrbs.com.br/aldobrasil/?topo=84,2,18,,,84
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No site "Amigos do livro":
domingo, 3 de novembro de 2013
Nas livrarias ou pela internet
Créditos (Release): Guilherme Loureiro
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Arembepe - Bahia
Fazia um lindo dia, no segundo dia de viagem,
quando partimos da praia das Dunas, ainda em Sergipe, rumo à Arembepe, já na
Bahia. Antes, passamos em Estância, minha cidade natal, vimos alguns amigos,
compramos um sonzinho na feira, pequeno, que funcionava com uma bateria de
celular e seguimos viagem. Não dava para fazer uma viagem dessas sem música. E
foi tudo tranqüilo até chegar ao nosso destino, uns 300 quilômetros depois. Apenas
uns guardas nos pararam e, com a documentação toda em dia, seguimos em frente.
Ao
chegar em Arembepe, fomos direto à aldeia hippie. De carro, só até o meio do
caminho. Deixamos Clarice perto de um bar, andamos alguns metros (não tenho
noção de quantos, mas não era longe) e fomos nos infiltrando por entre casas,
coqueiros e muito verde, espalhados pela areia. Nada de placas indicando ruas
e nem contramãos. Nada de paralelepípedos ou asfalto. Nada de carros. Nada de
correria. Nada de guardas de trânsito, nem semáforos. Nada de poluição. Nada de
buzinas com seus donos estressados querendo chegar logo em casa, mesmo com tudo
engarrafado. Ali, não. Lá, a paz reinava. O único barulho que ouvíamos, além
das ondas do mar, era alguém tocando violão e cantando alguma coisa, ligados a
uma aparelhagem de som. E foi esse som que nos guiou, que nos atraiu, que nos
chamou e que nos levou até ele.
Chegando
lá, um sujeito sem camisa, com várias tatuagens pelo corpo, “dreads” no cabelo,
cantava uma música, que não me lembro agora qual era. Casa simples, pequena, o
suficiente para fazer seu trabalho e suprir suas necessidades. Além dele, mais
umas duas ou três pessoas. Do lado de fora, pela janela, apesar da porta
aberta, Thiago e eu ficamos observando sua diversão. Ao acabar de tocar, outro
sujeito foi lá e pegou o violão, enquanto ele veio até nós, nos deixando à
vontade, e começamos a conversar. Também não lembro mais exatamente o que
conversamos, os detalhes da conversa, só lembro que era algo em torno da
estupidez do mundo, da ganância, da correria, da vida mal aproveitada, etc,
etc, etc. Um papo agradabilíssimo, o que eu procurava nessa viagem: Crescer...
Nem para cima, nem para baixo. Muito menos, materialmente. Meu espírito, ali,
respirava em paz, uma paz que há tanto eu não sentia, enquanto vivia na
correria de São Paulo, a não ser, em raríssimos momentos. Lá, a correria era
dentro de mim. A sensação de paz passeava por entre as entranhas do meu ser,
corria apressada, com a intenção de me fazer sorrir.
Voltamos
no outro dia, um domingo, antes de seguir para o nosso próximo destino, Salvador,
a uns 40Km de lá. Quando chegamos, ele estava terminando sua arte, seu trabalho
minucioso e, enquanto conversávamos, fui tirando umas fotos de sua casa, com
sua autorização, claro. Fiquei apaixonado pelo lugar, como a maioria das
pessoas que vão lá deve ficar. Paz, tranquildade, natureza e o mar, há poucos
metros dali... Naqueles instantes, como eu era feliz ao extremo... Paz, paz,
paz. Mas a viagem só estava começando e ainda tinha outros paraísos para
conhecer. Precisávamos seguir em frente, experimentar também os infernos, nada
é tão simples, tão fácil e tão curto. Minha jornada, depois do banco, estava
apenas começando. Não poderia simplesmente parar ali, e nem tinha como... Ainda
tinha muita estrada para percorrer. Porém, nada melhor do que começar em um
lugar desses. Muitas experiências trocadas, muitas ideias, muitas conversas
interessantes, viagens que ele já fez e as dificuldades que passou, muitas risadas
e sua alegria e paz de viver ali. Para finalizar, nunca esqueci do que ele
falou naquele domingo, algo que eu trago dentro de mim, desde o primeiro dia em
que tive consciência do que significa vida: “Só quero uma coisa nessa vida:
viver cada segundo dela”. Antes de irmos embora, ainda vimos uma placa, onde
estava escrito que Mick Jagger e Janis Joplin também estiveram lá, para experimentar
um pouco dessa paz.
O vento não inventa,
apenas passeia
E quanto mais concreto,
mais ele escasseia
O vento voa livre
Desvia das pedras, balança as folhas, os
cabelos...
e sussurra em nossos ouvidos:
Vai... olha a vida!!
Escutei, voei, dei vida
Dei até minha vida
O vento é invisível
E pode ser, apenas, sentido
Agora tudo faz sentido:
sem liberdade, a vida não faz sentido
O vento não inventa nada...
Apenas vai
E apesar de tantos inventos,
é no sentimento
que a vida passeia...
Tal qual o vento
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Blog pessoal: www.meusversosmeuuniverso.blogspot.com
Página no facebook: www.facebook.com/ivanscosta
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sábado, 14 de setembro de 2013
Eu e minha Clarice por aí...
Meu corpo flutua nos bancos de Clarice
Meu disco voador é branco e tem quatro rodas
A Terra é o meu céu
Os estados que passo, galáxias
As cidades, planetas
Explorando,
inspirando-me,
respirando um ar mais puro,
sem esperar mais nada de ninguém
Apenas crescer... E flutuar
Voar por entre o infinito
Esse universo se transforma em versos
E eu me transformo cada vez mais em mim
Mesmo se estiver na escuridão
(aprendi com ela mesma),
levo a vida no tato
De olhos fechados,
no faro,
meu farol é mágico
Leve demais, apesar desse meu ar pesado
Um “Big Bang” no fundo do peito...
E a vida encostando os seus doces
nos meus salgados lábios
Chovia meus olhos, uma tempestade...
Mas era aquele o gosto perfeito...
O gosto da vida na ponta da minha língua...
Um beijo molhado
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